Há quem ainda tenha a lata de falar pelos outros, como Carlo Giovanardi, secretário de estado de Berlusconi, que teme a violência psicológica inflngida às crianças adoptadas por pais homossexuais. E as crianças homossexuais não passam por uma violência ainda pior? Por que razão não as defendem também?
É como dizer que é preciso proteger as mulheres e depois não lhes reconhecer capacidade para tomar determinadas decisões ou dizer que alguém ainda não está preparado para isto ou aquilo. É sempre fácil e conveniente tomar decisões pelo próximo. Mas, afinal, quem lhes concede esse direito?
Andamos nós por aqui (e por acaso) a dizer que este ou aquele direito são de A, mas não de B, parcialmente de C e talvez, num futuro hipotético, de D? Se bem que aqui a questão são as obrigações: nomeadamente, a obrigação de cada um respeitar o que nunca terá o direito de decidir sobre o próximo.
O mesmo senhor também afirma que as estatísticas provam que a “venda de crianças disparou nos estados em que a adopção por homossexuais é legal”, associando tranquilamente os homossexuais à pedofilia. E ninguém o cala…

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